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Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos, Volume II

Unknown Author
4.9/5 (11583 ratings)
Description:Prefáciopares cum paribus facilime congreganturNo seguimento da Antologia bilingue de autores açorianos contemporâneos publicada em 2011, mas a ela cronologicamente anterior no que diz respeito à finalização, dá-se agora ao prelo a Antologia de autores açorianos contemporâneos, em dois volumes, englobando dezassete nomes representativos das letras do Arquipélago.Os objetivos que, então, presidiram à elaboração da Antologia bilingue em nada diferem dos que foram adotados para a monolingue. Saliente-se, em primeiro lugar, a sua dimensão didático-pedagógica, patente quer na breve nota biográfica de cada um dos Autores antecedendo o conjunto de excertos compilados, quer no "Índice", no final dos dois tomos, remetendo para a totalidade das obras consultadas, algumas de difícil acesso, ou por não haverem sido reeditadas, ou por se encontrarem dispersas em jornais e revistas passíveis de consulta tão somente em Bibliotecas. Atente-se, em segundo lugar, na perspetiva genológica ou, mais bem dito, na opção por géneros literários distintos suscetíveis de evidenciarem uma individual produção multifacetada e enfatizarem, por conseguinte, o caráter proteiforme deste florilégio insular. Assim sendo, alternam a novela e a poesia, cruzam-se o teatro e a crónica, entremeiam-se a epístola e a entrevista. Nesta conjuntura, tentou-se delir eventuais compartimentos estanques (comuns a este tipo de obra vulgarmente designado por seleta), antes privilegiando a 'teoria' dos "vasos comunicantes": se Vitorino Nemésio é homenageado por José Martins Garcia, Natália Correia invocada por Emanuel de Sousa, Eduardo Bettencourt Pinto relembrado por Urbano Bettencourt e Álamo Oliveira e João de Melo são revisitados por Vasco Pereira da Costa, Onésimo Teotónio Almeida convoca, em ensaio epónimo, a questão sempre controversa da existência e do subsequente reconhecimento da literatura açoriana.Realce-se, em terceiro lugar, o conceito plural de açorianidade (tanto a açorianidade vivida intramuros como a açorianidade extramural), bem como os variados motivos que lhe subjazem e que perpassam na súmula de extratos escolhidos: o isolamento do ilhéu circundado de terra e mar, a lonjura, quase utópica, Ilha — Continente e a sempiterna oscilação entre errância e permanência (retratada por Daniel de Sá), configurando, na terminologia deleuziana, ilhas derivadas (conquanto a ilha também seja um espaço rumo ao qual se deriva e rumo ao qual à deriva se anda) e ilhas originárias (embora toda a ilha se firme simbolicamente, em termos de origem radical e absoluta, como mãe e mulher).Nos meandros desta insularidade açórica destaquem-se, em quarto lugar, a reflexão permanente sobre a palavra e a escrita, metalinguística e metaliterária (transparente na poesia de Eduíno de Jesus e de Emanuel de Sousa e na prosa de Vasco Pereira da Costa), bem como a variedade de tons (desde o humorístico, irónico e satírico até ao confessional e lírico), verdadeira polifonia inconsciente abrindo o horizonte ao mito numa trajetória que vai da ilha mitológica à ilha povoada, da ilha deserta à desertificação da ilha, da ilha entressonhada à ilha recriada e do homem insula à insula humana (recorrentes na obra de Cristóvão de Aguiar).Ao longo deste périplo por textos, do aquém e do além-mar, que ressudam a açorianidade, alguns escolhos, típicos do homo viator, não deixaram de fazer a sua aparição em cena, a começar pela constrangedora incompletude e a desaguar no inacabamento castrador. No entanto, não será toda e qualquer antologia (desde a primeira antologia grega escrita por Meleagro, em finais do segundo século antes de Cristo, e por este autor sírio intitulada Coroa) uma mera amostra ou uma simples fresta facultando a antevisão da totalidade almejada? Não constituirá uma antologia, em termos definitórios, uma obra sempre imperfeita, em busca de uma impossível perfeição, que penepolianamente [sic] se desfaz à medida que se vai fazendo e que, falaciosa, se refaz no preciso momento em que se encontra feita e, até, rarefeita? Não procederá uma antologia da estética do fragmento que apenas fracionariamente deixa entrever a unidade? E não se identificará o excerto antológico com um trampolim sugestivo tendente para esse absoluto que a antologia é suposta subentender?Uma objeção a ser eventualmente apontada pela crítica, num futuro mais ou menos imediato, incidirá, decerto, na ausência de um certo nome (que deveria ter figurado mas que, afinal, não figurou) e na omissão de uma dada referência bibliográfica (que seria de esperar fosse 'elencada', embora não faça parte do 'elenco'). Por razões totalmente alheias às antologistas e que, no âmbito deste "Prefácio" não cabe detalhar, tornou-se inviável não só inserir o número desejável de Autores, mas também proceder à recolha, após uma leitura denodada, de trechos de publicações recentes. Esta asserção, para além de reenviar para mais um item definidor da antologia, a saber a sua desatualização tácita paradox...We have made it easy for you to find a PDF Ebooks without any digging. And by having access to our ebooks online or by storing it on your computer, you have convenient answers with Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos, Volume II. To get started finding Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos, Volume II, you are right to find our website which has a comprehensive collection of manuals listed.
Our library is the biggest of these that have literally hundreds of thousands of different products represented.
Pages
219
Format
PDF, EPUB & Kindle Edition
Publisher
Calendário de Letras
Release
2012
ISBN

Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos, Volume II

Unknown Author
4.4/5 (1290744 ratings)
Description: Prefáciopares cum paribus facilime congreganturNo seguimento da Antologia bilingue de autores açorianos contemporâneos publicada em 2011, mas a ela cronologicamente anterior no que diz respeito à finalização, dá-se agora ao prelo a Antologia de autores açorianos contemporâneos, em dois volumes, englobando dezassete nomes representativos das letras do Arquipélago.Os objetivos que, então, presidiram à elaboração da Antologia bilingue em nada diferem dos que foram adotados para a monolingue. Saliente-se, em primeiro lugar, a sua dimensão didático-pedagógica, patente quer na breve nota biográfica de cada um dos Autores antecedendo o conjunto de excertos compilados, quer no "Índice", no final dos dois tomos, remetendo para a totalidade das obras consultadas, algumas de difícil acesso, ou por não haverem sido reeditadas, ou por se encontrarem dispersas em jornais e revistas passíveis de consulta tão somente em Bibliotecas. Atente-se, em segundo lugar, na perspetiva genológica ou, mais bem dito, na opção por géneros literários distintos suscetíveis de evidenciarem uma individual produção multifacetada e enfatizarem, por conseguinte, o caráter proteiforme deste florilégio insular. Assim sendo, alternam a novela e a poesia, cruzam-se o teatro e a crónica, entremeiam-se a epístola e a entrevista. Nesta conjuntura, tentou-se delir eventuais compartimentos estanques (comuns a este tipo de obra vulgarmente designado por seleta), antes privilegiando a 'teoria' dos "vasos comunicantes": se Vitorino Nemésio é homenageado por José Martins Garcia, Natália Correia invocada por Emanuel de Sousa, Eduardo Bettencourt Pinto relembrado por Urbano Bettencourt e Álamo Oliveira e João de Melo são revisitados por Vasco Pereira da Costa, Onésimo Teotónio Almeida convoca, em ensaio epónimo, a questão sempre controversa da existência e do subsequente reconhecimento da literatura açoriana.Realce-se, em terceiro lugar, o conceito plural de açorianidade (tanto a açorianidade vivida intramuros como a açorianidade extramural), bem como os variados motivos que lhe subjazem e que perpassam na súmula de extratos escolhidos: o isolamento do ilhéu circundado de terra e mar, a lonjura, quase utópica, Ilha — Continente e a sempiterna oscilação entre errância e permanência (retratada por Daniel de Sá), configurando, na terminologia deleuziana, ilhas derivadas (conquanto a ilha também seja um espaço rumo ao qual se deriva e rumo ao qual à deriva se anda) e ilhas originárias (embora toda a ilha se firme simbolicamente, em termos de origem radical e absoluta, como mãe e mulher).Nos meandros desta insularidade açórica destaquem-se, em quarto lugar, a reflexão permanente sobre a palavra e a escrita, metalinguística e metaliterária (transparente na poesia de Eduíno de Jesus e de Emanuel de Sousa e na prosa de Vasco Pereira da Costa), bem como a variedade de tons (desde o humorístico, irónico e satírico até ao confessional e lírico), verdadeira polifonia inconsciente abrindo o horizonte ao mito numa trajetória que vai da ilha mitológica à ilha povoada, da ilha deserta à desertificação da ilha, da ilha entressonhada à ilha recriada e do homem insula à insula humana (recorrentes na obra de Cristóvão de Aguiar).Ao longo deste périplo por textos, do aquém e do além-mar, que ressudam a açorianidade, alguns escolhos, típicos do homo viator, não deixaram de fazer a sua aparição em cena, a começar pela constrangedora incompletude e a desaguar no inacabamento castrador. No entanto, não será toda e qualquer antologia (desde a primeira antologia grega escrita por Meleagro, em finais do segundo século antes de Cristo, e por este autor sírio intitulada Coroa) uma mera amostra ou uma simples fresta facultando a antevisão da totalidade almejada? Não constituirá uma antologia, em termos definitórios, uma obra sempre imperfeita, em busca de uma impossível perfeição, que penepolianamente [sic] se desfaz à medida que se vai fazendo e que, falaciosa, se refaz no preciso momento em que se encontra feita e, até, rarefeita? Não procederá uma antologia da estética do fragmento que apenas fracionariamente deixa entrever a unidade? E não se identificará o excerto antológico com um trampolim sugestivo tendente para esse absoluto que a antologia é suposta subentender?Uma objeção a ser eventualmente apontada pela crítica, num futuro mais ou menos imediato, incidirá, decerto, na ausência de um certo nome (que deveria ter figurado mas que, afinal, não figurou) e na omissão de uma dada referência bibliográfica (que seria de esperar fosse 'elencada', embora não faça parte do 'elenco'). Por razões totalmente alheias às antologistas e que, no âmbito deste "Prefácio" não cabe detalhar, tornou-se inviável não só inserir o número desejável de Autores, mas também proceder à recolha, após uma leitura denodada, de trechos de publicações recentes. Esta asserção, para além de reenviar para mais um item definidor da antologia, a saber a sua desatualização tácita paradox...We have made it easy for you to find a PDF Ebooks without any digging. And by having access to our ebooks online or by storing it on your computer, you have convenient answers with Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos, Volume II. To get started finding Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos, Volume II, you are right to find our website which has a comprehensive collection of manuals listed.
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219
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PDF, EPUB & Kindle Edition
Publisher
Calendário de Letras
Release
2012
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